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quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

Homenagem Ao Teu Sexo - Zé do Neca


Quando nossos corpos se tocam
Mesmo por cima da roupa
Sinto o calor que vem do teu corpo
Misturando ao calor do meu
São gotas do suor
Gotas de quem esperou por esse momento
Agora, as roupas vão caindo
Revelando o sexo nervoso
Sexo endurecido
Sexo umedecido
Mãos que seguram sexo
Mãos que penetram sexo
Línguas que lambem
Sexo que arrepia
Sexos que se encontram
Enfim
Sexo que agasalha
Sexo que desbrava
Acabamos
Me deito sobre teus pêlos
Sinto o cheiro do meu sexo,
No teu
Sinto o teu cheiro misturado
Ao meu
Cheiro do gozo supremo
Cheiro do sexo
Que eu adoro

O Depois Do Prazer - Karla Bardanza


E depois,
O descanso, o abraço
Sem fim.
Tuas pernas
Entre as minhas.
Teu rosto
Em meu pescoço.
Meu cheiro
Te fazendo sonhar....
E depois,
Tuas mãos
Deslizando em paz
Por minhas curvas.
Minha pele
Acariciando a tua.
Um silêncio
De poesia e flor.
E depois, 
Meu Amor,
O recomeço,
O começo...
Nossos beijos
Tão nossos.
Mar afundando
O lençol...
E depois, Meu Amor,
A lua ainda continua a ser
O nosso sol.

Mulher - Bruno Kampel

Não quero uma mulher
Que seja gorda ou magra
Ou alta ou baixa 
Ou isto e aquilo
Não quero uma mulher
Mas sim um porto, uma esquina
Onde virar a vida e olhá-la 
De dentro para fora.
Não espero uma mulher 
Mas um barco que me navegue
Uma tempestade que me aflija
Uma sensualidade que me altere 
Uma serenidade que me nine
Não sonho uma mulher
Mas um grito de prazer 
Saindo da boca pendurada 
No rosto emoldurado
No corpo que se apoie
Nas pernas que me abracem. 
Não sonho nem espero
Nem quero uma mulher 
Mas exijo aos meus devaneios 
Que encontrem a única 
Que quero sonho e espero 
Não uma, mas ela
E sei onde se esconde 
E conheço-lhe as senhas
Que a definem
O sexo 
Ardente, a volúpia estridente 
A carência do espasmo
O Amor com o dedo no gatilho
Só quero essa mulher
Com todos seus desertos 
Onde descansar a minha pele
Exausta e a minha boca sedenta
E a minha vontade faminta
E a minha urgência aflita 
E a minha lágrima austera
E a minha ternura eloquente
Sim, essa mulher que me excite
Os vinte e nove sentidos
A única a saber
O que dizer 
Como fazer 
Quando parar 
Onde esperar
Essa a mulher que espero 
E não espero 
Que quero e não quero 
Essa mulher porto, esquina
Que desejo e não desejo 
Que outro a tenha. 
Que seja alta ou baixa 
Isto ou aquilo 
Mas que seja ela 
Aquela que seja minha 
E eu seja dela 
Que seja eu e ela
Eu, ela 
eu lá nela 
Que sejamos ela
E eu então terei encontrado
A mulher que não procuro
O barco, a esquina, Você
Sim, você, que espreita 
Do outro lado da esquina, no cais,
A chegada do marinheiro
Como quem apenas me espera 
Então nos amarraremos sem vergonha
À luz dos holofotes dos teus olhos,
E procriaremos gritos e gemidos 
Que iluminarão todas as esquinas
Será o momento de dizer
Achei/achamos 
Amei/amamos 
E por primeira vez vocalizar o 
Somos, pluralizando-nos 
Na emoção do encontro
Essa a mulher 
que não procuro
nem espero
Você, viu? 
Você!

Filhas De Vênus - C. R. Nazareth


A orgulhosa Vênus, deusa do prazer sem igual,
empresta a suas filhas sensuais a chama imortal.
Seja no gelado deserto ou no calor tropical,
a todas confere desejo e prazer sem igual.
A todas confere da paixão o calor
e a todas excita, 
conduzindo ao profundo ardor.
Assim, não importa o lugar do mundo aonde se vá,
a doce explosão da volúpia lá estará.
Cálido arrebatamento através 
dos corpos balançando,
na ânsia do jorrar, o auge do prazer alcançando.
Em meio aos gemidos, 
seja morena ou loira, é uma arte,
uma filha de Vênus é imperatriz em toda parte.

Uma Mulher - Bruna Lombardi


Uma mulher caminha nua pelo quarto
é lenta como a luz daquela estrela
é tão secreta uma mulher 
que ao vê-la nua no quarto 
pouco se sabe dela
a cor da pele, dos pêlos, o cabelo
o modo de pisar, algumas marcas
a curva arredondada de suas ancas
a parte onde a carne é mais branca
uma mulher é feita de mistérios
tudo se esconde: 
os sonhos, as axilas, a vagina
ela envelhece e esconde uma menina
que permanece onde ela está agora
o homem que descobre uma mulher
será sempre o primeiro a ver a aurora.

Do Teu Cheiro - Ademir Antonio Bacca


O gosto da tua pele
sal impregnado em meus lábios
que me mata de sede
à beira da fonte dos teus prazeres.
O teu gosto na minha boca
mel que sacia meus desejos
na hora derradeira
do medo de te perder
em meio aos lençóis.
O teu cheiro impregnado
no meu corpo
perfume raro que nem a chuva
leva de mim...

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

Na Hora Do Almoço - Magda Almodóvar


Na hora do almoço que encontro meu moço.
Tem sua fome de comida saciada,
me quer sobremesa.
E de sobremesa, sobre a mesa me ponho,
pra ele me exponho, cobertura de sonho,
pele untada de desejo, recheio úmido e macio.
Estimulo seu apetite, revelo minha fome.
Ah! Este homem é meu prato principal.
Dele me alimento, me nutro,
me fortaleço, me energizo.
É refeição de Rainha!
Ele chega lascivo, olhar sem juízo, cheiro de cio.
Ele chega e estremeço.
Me avalia, passeia em meu corpo suas mãos.
Traça meu perfil com seu desejo.
Sinto a suavidade de seu toque que me aprisiona,
antevejo o próximo passo. 
Virão beijos, suponho,
qual o que ele se distancia, me olha,
me molha com creme, me prepara para o prazer.
Ai, que coisa louca imaginar sua boca a me comer!!!
Decidido me lambe o creme,
faz de meus seios morangos rijos e macios,
deles tira o creme, em mim aumenta o prazer.
Saboreando os morangos que ora sou, me alucina.
Quero que não pare, chego quase ao delírio.
Lambe, suga.
Gemo, digo seu nome, a ele quero pertencer.
Sussurra meu nome, diz que sou dele,
que adora me comer.
Ah! Querido, que delícia ser sua fonte de prazer.
Mordisca os seios morangos.
Quero mais, quero marcas de lhe pertencer.
Imploro que se dispa,
quero ver seu corpo másculo a enrijecer.
Atende o meu pedido,
veste-se agora de fome de me comer.
Sobre a mesa se coloca e então, prato principal
e sobremesa, mesa farta, completa...
Ambos vamos comer!

Te Molhar - Pedro Miranda


Te molhar!!!
Quem me dera ser água
Água de suor
Água de banho
Água de chuva
Água de lágrima
para rolar em teu corpo
te sentir
te molhar
e depois meu corpo ser sol
para te secar.

Alcova - Rubens Cesar Luca Alvares


Alcova
Lembras?
De baixo dos lençóis, os nossos ruídos
Produzindo um acorde maravilhoso
O som saindo de nossos lábios sedentos
Emitindo palavras de carinhos e malícia?
Lembras?
Das nossas mãos atrevidas, 
a percorrer nossos corpos,
Tal qual um artesão, a esculpir com desejo, 
tão ardente paixão
Arrancando suspiros de arrepios e tesão?
Lembras?
Dos nossos corpos suados, a misturar os aromas
Roçando voluptuosamente, 
arrancando gemidos de prazer
Acabando por entorpecer nossos sentidos?
Lembras?
Das nossas loucuras, sem censuras
A descobrir movimentos mágicos
A procurar posições frenéticas e loucas?
Lembras?
De nossa alcova toda desarrumada,
Das nossas roupas espalhadas,
Daquele cheiro de amor pelo ar?
Lembras?
É claro que lembras... como poderia esquecer
Das noites de amores sem trégua
Dos gozos, gozados ao extremo
Até o esgotamento de nossas forças?
Lembras?
Nada poderia apagar esses momentos
Até as paredes guardam impregnadas
As imagens ali retratadas,
O cheiro de amor e o som dos gemidos.

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

Aquela Noite - A.D.


Como foi deliciosa aquela noite...
Você em meus braços...
Eu te acariciando..
Ah! Como eu te quis...
Pra quê juízo???
Abra seu coração para essa nova sensação!
Deixe-me te amar como você nunca foi amado antes...
Seu nome não sai da minha mente...
Seus beijos não saem dos meus lábios...
Ainda sinto seu perfume...
Ah! Aquela noite...
Ah! Como ainda te quero...