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sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Fernanda Mello

Não sou boa com números. 
Com frases-feitas. 
E com morais de história. 
Gosto do que me tira o fôlego.
Venero o improvável. 
Almejo o quase impossível. 
Meu coração é livre, mesmo amando tanto. 
Tenho um ritmo que me complica. 
Uma vontade que não passa. 
Uma palavra que nunca dorme. 
Quer um bom desafio? 
Experimente gostar de mim. 
Não sou fácil. 
Não coleciono inimigos. 
Quase nunca estou pra ninguém. 
Mudo de humor conforme a lua. 
Me irrito fácil. 
Me desinteresso à toa. 
Tenho o desassossego dentro da bolsa. 
E um par de asas que nunca deixo. 
Às vezes, quando é tarde da noite, eu viajo. 
E - sem saber - busco respostas 
que não encontro aqui. 
Ontem, eu perdi um sonho. 
E acordei chorando, 
logo eu que adoro sorrir... 
Mas não tem nada, não. 
Bonito mesmo é essa coisa da vida: 
um dia, quando menos se espera, 
a gente se supera. 
E chega mais perto de ser quem 
- na verdade - a gente é. 

quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

Diaba - Lílian Maial

Rabo pontudo, 
chifre carnudo, 
sou toda inferno! 
Que venham os céus, 
que torre a terra! 
Cravam-me os desejos 
na carne sem pejo, 
nas coxas, 
no beijo. 
Sou toda perdição: 
o mal, a absolvição, 
pecado e redenção, 
hóstia maldita, 
vinho contaminado, 
paixão. 
Teia feliz, 
sou aranha, 
serpente, 
escorpião, 
rabisco teu corpo 
com a mesma devassidão. 
Quero mais, 
bem mais, 
quero tudo!
Tomo as rédeas da tua vontade, 
sou má, 
sou cruel, 
sou nociva, 
mas sou indispensável 
na tua cama 
e na tua pele em chamas...

terça-feira, 25 de dezembro de 2012

Quem É Esse Homem - Lindinha

Quem é esse homem que brinca comigo, 
atiça meus sentidos, me enfeitiça, 
me envolve e me embriaga? 
Quem é esse homem que sabe o que eu gosto, 
como eu gosto, 
o que desejo e o que preciso? 
Quem é esse homem que me tira do sério, 
me deixa de pernas bambas, fora do ar, 
sem noção das coisas? 
Quem é esse homem que faz eu me sentir mulher, 
amante, amada? 
Quem é esse homem que me possui como nunca, 
que me completa, 
que me preenche, 
que me satisfaz? 
Quem é esse homem que faz comigo 
o que bem entende, 
me vira do avesso, 
me deixa de quatro, 
a mercê de seus desejos? 
Quem é esse homem que me tira o sono, 
que me dá fome, 
que me mata a sede? 
Quem é esse homem que sabe 
que é amado e desejado 
e usa isso em seu favor sempre? 
Quem é esse homem que supre minhas carências, 
ouve meus anseios 
e realiza minhas fantasias? 
Quem é esse homem que é um amante incansável, 
incontrolável, carinhoso e sensual? 
Quem é esse homem que habita meus sonhos, 
mas que ao mesmo tempo, é real? 
Ele existe e é cada vez mais meu... 

Te Esperando - Lindinha

O que você está esperando? 
Por que não vens aqui, agora? 
Me beija na boca. 
Segura meus cabelos com força 
e me diz que sou tua. 
Somente tua. 
Arranca minha roupa. 
Lambe meu corpo. 
Sente meu cheiro. 
Meu gosto. 
Meu calor. 
Desliza tuas mãos pelas minhas coxas. 
Segura minhas pernas. 
Me encosta na parede. 
Me prenda. 
Me amarre. 
Me roube pra você. 
Sou seu prêmio. 
Seu troféu. 
Diga palavras obscenas no meu ouvido. 
Morda minha orelha. 
Faça meu corpo ferver. 
Delirar de prazer. 
Enlouquecer. 
Quero você. 
Não importa como. 
Não importa a hora. 
Não importa o tempo. 
Somente você pode dar o que eu preciso. 
Somente você tem o que eu desejo. 
Ainda não veio? 
Do que você tem medo? 
Quero seu corpo. 
Sua mente. Sua alma. 
Seu coração. 
Entregue-se. 
Quero tua pegada forte. 
Tua mão firme. 
Teu toque inebriante. 
Estou nua pra você. 
Despida de tudo. 
De vergonha. 
De preconceito. 
De pudores. 
Quero você dentro de mim. 
Nas minhas entranhas. 
Misturar nossos suores. 
Olhe nos meus olhos. 
Eles clamam por ti. 
Te imploram. 
Deixe minhas pernas te envolverem 
como num abraço. 
Meus dedos explorarem teu corpo 
como uma desbravadora. 
Vem passar teu rosto nos meus seios. 
A língua. 
Os lábios. 
Preciso que meu coração bata descompassado 
depois da explosão de êxtase. 
Só você pode fazer isso comigo. 
Vem. 
Estou aqui. 
Pra você...

Vestida Para Esperar - Vênus

segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

Na Minha Boca - Man

Na minha boca
A ânsia do desejo
Desperta os instintos
Instiga fantasias
Provoca segredos...
Na minha boca
Gemidos incontidos
Sussurros e silêncios
Pedidos obscenos
...Na minha boca
Tua língua intrusa
Me faz desfalecer
Entregue aos sentidos
Olhar de perdido
...Na minha boca
Cada milímetro da tua pele
Revisitada e reconhecida
Banhada de luxúria
...Na minha boca
Teu falo agasalhado
Cresce o teu desejo
Pulsa poderoso
Inundando de prazer
...a minha boca!

Versos De Gozo - Maria Socorro Teixeira de Castro

Em teu corpo despido,
poetizo gotas de saliva
e faço da tua pele,
minha poesia viva!
Minha língua, à sua linguagem,
vai expressando meus tesões,
meus desejos mais profanos
e, salivando, em teu corpo,
versos vou desenhando
com a língua te banhando!
Na rima do teu corpo eu versejo,
enquanto te poetizo com meus beijos,
fazendo deslizar pelo teu corpo
meus versos mais insanos, mais loucos!
Versos insanos e desconexos
do meu corpo quente, carente,
que te poetiza pedindo sexo!
É o meu corpo...
Meu sexo gostoso...
Um poema, em versos de gozo!!!

domingo, 23 de dezembro de 2012

Sorves Meu Seio - Maria Socorro Teixeira de Castro

Protuberante... 
Exuberante...
Entumescido... 
Durinho...
Jorrando tesão,
dos teus lábios tem a medida exata
e, da tua boca, já sabe o caminho!
Fluindo desejos,
ao sentir tua língua acariciando-o,
sobre ele passeando,
deixa-se ser inteiramente sugado
e, à tua boca quente, ele se oferta
te alimentando com seu néctar!
Teus lábios ardentes
o sugam suavemente...
Sem pressa... 
Com carinho,
como se estivessem a beber
uma deliciosa taça de vinho!
Meu corpo inteiro se ouriça...
Quando sugas meu seio,
meu corpo trêmulo, viça!
Vem... 
Suga-me...
Bebe-me!
Sorve-me... 
Sirva-se!
Porque o meu seio sabe:
Só em tua boca, ele cabe!!!

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Dedos Do Silêncio - Rosy Feros

Vem...
          Me toma à beira da noite,
caminha por mim
com seus passos molhados,
despeja seu rio no meu cálice
 – pois minha emoção é só água.
Vem...
Que eu lhe dou um trago
deste meu vinho guardado,
destas minhas uvas
frescas de inverno...
Que eu derramo em gotas meu perfume
pelos quatro cantos do seu corpo,
vestindo sua pele com a camurça
da nudez e do silêncio.
Vem...
Deita e me canta,
sente meu desejo
se esgueirando pelos seus dedos,
veleja sem bússola
pelos meus sentidos,
me olha como quem pede lua...
Deixa eu sussurrar minhas folhas,
soprar minhas pétalas
 pelo seu peito de relva,
pelo seu solo macio.
Vem... 
Não volta,
esquece a hora morta
do cotidiano de sempre.
Me toca feito música
e deixa eu cantar meu bolero
pelas suas curvas de carne...
Sinto-me inocência
passeando por suas alturas,
por seus andares cheios
da mais noturna noite densa.
Desvenda essa face molhada
e me mostra a sua vertente original
de emoção-fêmea pura...
Que eu o espero na branca paz
do meu ventre adormecido,
dos meus braços plenos
de fogueiras e cantigas.
Vem...
Que eu desfolho
toda essa sua vontade nua,
que eu desperto
todo esse seu lado cigano...
pois o meu leite é morno
e é rosa franca meu sorriso.
Deixa seu barco
navegar pelo meu leito,
que eu carrego no peito a ânsia
de hastear a bandeira do infinito...
Vem...
Deita... 
Me namora...
Me afoga no espelho de luz
dessa madrugada afora,
me diz que no nosso tempo
não há tempo nem hora,
que eu não aguento
a flor do sexo que arde
nas entranhas de mim...
Deixa que eu amanheça
na espuma dessa sua onda quente,
deixa sua emoção fluir
da garganta num repente...
Que eu carrego nos olhos de relento
a voz que lhe pede a terra
e que lhe entrega o mar.

Cerejas, Meu Amor - Renata Pallottini

Cerejas, meu amor,
mas no teu corpo.
Que elas te percorram
por redondas.
E rolem para onde
possa eu buscá-las
lá onde a vida começa
e onde acaba
e onde todas as fomes
se concentram
no vermelho da carne
das cerejas...

Fêmea - Regina Bello

Formas curvas
Carne quente
Sedutora
Misteriosa mulher
Aconchegante
encontra cara a cara
o menino homem
Indefeso
Embriagado
Subjugado
pelos múltiplos lábios
da volúpia

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Sei-Te De Cor - Vânia França Flores

Sei-te de cor
Cada traço do teu rosto, do teu olhar
Cada sombra da tua voz e cada silêncio,
Cada gesto que tu faças,
Meu amor sei-te de cor.
Sei cada capricho teu e o que não dizes
Ou preferes calar, deixa-me adivinhar
Não digas que a louca sou eu
Se for, tanto melhor
Amor, sei-te de cor
Sei por que becos te escondes,
Sei ao pormenor, o teu melhor e o pior
Sei de ti, mais do que queria
Numa palavra diria...
Sei-te de cor
Sei de cor cada traço do teu rosto, do teu olhar
Cada sombra da tua voz e cada silêncio,
Cada gesto que tu faças
Meu amor sei de cor.

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Nossos Corpos - Noel Ferreira

Nossos corpos
se cruzam e descruzam
como serpentes
cálidas
se enroscam
e se apertam
atarraxam
num crescendo
sem limite.
Há gemidos delirantes
há percussões arrítmicas
respirações ofegantes
empastadas em suor
até ao êxtase
e ao torpor.
Não há discurso
erótico
que resista
à mudez
desta nudez
tumultuosamente
sinfônica.

Encontro - Amparo Jimenez

Uma violenta onda quebra
na praia de nossos corpos
nos inunda rugindo mar
contra as rochas.
Ao se aposentar,
devagar
Deixe-nos uma brisa erótica
que nos rodeia
unindo
para sempre
em um beijo.

O Sexo É Sagrado... - Cláudia Marczak

O sexo é sagrado, 
como salgadas são as gotas de suor 
que brotam dos meus poros 
e encharcam nossas peles. 
A noite é meu templo 
onde me torno uma deusa enlouquecida 
sentindo teus pelos sobre a minha pele. 
Neste instante já não sou nada, 
somente corpo, 
boca, 
pele, 
pêlos, 
línguas, 
bocas. 
E a vida brota da semente, 
dos poucos segundos de êxtase. 
Tuas mãos como um brinquedo 
passeiam pelo meu corpo. 
Não revelam segredos 
desvendam apenas o pudor do mundo, 
descobrem a febre dos animais. 
Então nos tornamos um 
ao mesmo tempo em que 
a escuridão explode em festa. 
A noite amanhece sem versos, 
com a música do seu hálito ofegante. 
O sol brota de dentro de mim. 
Breves segundos. 
Por alguns instantes dispo-me do sofrimento. 
Eu fui feliz.

domingo, 16 de dezembro de 2012

A Saudade Que Sinto - L.P.V.

Sentirei saudade, 
quando abrir meus olhos 
pela manhã.
Quando meus pés 
tocarem no chão.
Sentirei saudade, 
quando me espreguiçar 
e num bocejo 
seu nome falar. 
Sentirei saudade, 
quando me levantar e caminhar.
Sentirei saudade 
quando a água  
tocar o meu rosto e meu corpo.
Mas você vai estar na mesa, 
na cadeira e até na minha roupa 
Por fim, sentirei sua falta 
até no ar que eu respirar.